News Benfica: “Não acham que se começam a ultrapassar todos os limites?”

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Com a criação da equipa feminina sénior de futebol — e escalões de formação —, na época passada, o Benfica assumiu a ambição de surgir nas competições nacionais com capacidade para lutar por todas as provas oficiais, constituindo-se, também, como um dos clubes que mais aposta no desporto praticado por mulheres no mundo. Convém recordar que, além do futebol, o Clube tem atualmente equipas ou atletas de grande potencial no andebol, atletismo, basquetebol, canoagem, futsal, hóquei em patins, judo, natação, pólo aquático, râguebi, triatlo e voleibol.

Depois da Taça de Portugal e do Campeonato da Segunda Divisão de 2018/19, as futebolistas levaram já a Supertaça para as vitrinas do Museu Benfica – Cosme Damião na presente época. Desde que a temporada teve início, marcou 116 golos e sofreu apenas cinco (Cloé Lacasse e Darlene, com 22 e 20 golos, respetivamente, são as mais goleadoras). É nas rotinas de trabalho, no treino diário, que está o ganho e a primeira explicação para a invencibilidade verificada até ao momento, com apenas um empate registado (na Taça da Liga) e é nas bancadas que está a voz dos benfiquistas e uma grande motivação para o empenho destas atletas.

Apesar das muitas vitórias, está tudo por conquistar na época que decorre. Como habitual nas equipas do Sport Lisboa e Benfica é imperativo que o caminho se faça jogo a jogo e com respeito por todos os adversários. O Clube celebra este mês o 116.º aniversário, mas no futebol feminino a nossa mística vive o segundo ano. Algo tem vindo a ser realizado, fruto da aposta consciente da Direção, mas continua quase toda a história por escrever.

Na janela de mercado de janeiro chegaram cinco futebolistas. Ficou evidente a coragem para empreender uma ligeira reformulação do plantel, respeitando e agradecendo a todas as atletas que envergaram o Manto Sagrado, e o foco em garantir um grupo competitivo em campo e ainda mais forte no compromisso com os valores do Clube.

No rumo dos melhores interesses do Benfica, em poucas semanas voltam a ficar notórias a força da marca e a capacidade de sedução para captar valor humano. Destaque para a chegada de duas internacionais: a sueca Julia Spetsmark, vinda da Liga Norte Americana, onde alinhava nas campeãs do North Carolina Courage, e a sul-africana Chrestinah Thembi Kgatlana, melhor jogadora de África em 2018 e melhor atleta da África do Sul (entre todos os desportos) em 2019. Em fase de integração num lote já competitivo, o potencial das novas caras gera expectativa, mas, também elas, têm tudo para provar.

Até ao final de fevereiro, a equipa feminina tem desafios exigentes nas três provas oficiais. No próximo domingo, às 14h00, no Estádio da Tapadinha, recepção ao FC Amora para a Taça de Portugal. Uma semana depois, há dérbi para a Liga BPI, no terreno do candidato Sporting. Finalmente, dia 29, joga-se a terceira e decisiva jornada para apurar os finalistas da Taça da Liga — na Tapadinha, frente às vizinhas do Clube Futebol Benfica.

Nestes, como em todos os restantes embates desta época, as “Inspiradoras” convidam os nossos adeptos a marcarem presença nas bancadas. A caminhada é mais segura e recompensadora quando se está em boa companhia. #PeloBenfica

P.S. 1: Nem de propósito, foi ontem divulgado que UEFA e Conmebol assinaram um protocolo que prevê a troca de árbitros, num plano de intercâmbio que poderá levar a que árbitros sul-americanos apitassem jogos do Euro2020 e árbitros europeus estivessem na Copa América, podendo ser estendida esta permuta à Liga dos Campeões e à Taça dos Libertadores.

P.S. 2: Por cá, lê-se no Jornal de Notícias desta manhã que “pedir árbitros de outros países vale processo disciplinar ao clube da Luz”. É evidente que se trata de uma falsa notícia, e a abertura do processo só pode ser por outros motivos, porque a possibilidade de árbitros estrangeiros está prevista nos próprios regulamentos da Liga Portugal, aprovada numa Assembleia Geral de 2016. Caso contrário, teríamos de ver o Conselho de Disciplina da Federação a abrir processos à Liga e à própria FPF no limite.

P.S. 3: Infeliz oportunidade para recordar os anos 80 e 90 foi para quem ontem pôde assistir à meia-final do jogo da Taça de Portugal entre o FC Porto e o Académico de Viseu. Não acham que se começam a ultrapassar todos os limites? Só neste percurso na Taça, já não chegou o golo com que o Santa Clara foi eliminado nos oitavos de final?