Álvaro Souza: A Raiz do Mal.

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Uma das raízes do mau ambiente que se vive no futebol português é a falta de competência, a parcialidade e o favorecimento de interesses de facção que alguns jornalistas vestidos de comentadores independentes expressam nos programas desportivos diários nas TVs.

É aceitável que um comentador- adepto seja parcial e defenda publicamente as narrativas do seu clube, pois apenas está no programa por ser adepto desse clube.
O comentador-adepto não está nos programas para ser independente ou emancipado dos interesses do seu clube. Isso seria uma contradição absurda.
É até ridículo e disparatado, ouvirmos comentadores falarem de “cartilha” e “cartilheiros”, quando um bom representante de uma empresa, clube ou qualquer outra organização, é aquele sabe passar publicamente a narrativa, a tese e a versão oficial de quem representa.

Outra coisa bem diferente, é apresentarem ao publico, jornalistas com a aureola de independentes, e logo a seguir, vermos esses supostos independentes, terem uma opinião diferente conforme as cores das camisolas em casos e situações semelhantes.
Qualquer análise serena ao actual estado do futebol português, conclui que uma das fontes do ambiente de ódio e de intolerância que se vive no futebol português, são aqueles que por dever de ofício são obrigados a serem independentes, isentos, defensores e promotores da verdade factual, etc., falo obviamente de alguns jornalistas, mas que no papel de comentadores promovem a parcialidade, o ódio, a mentira, falsas acusações, teorias da conspiração sem qualquer fundamento, são ofensivos e radicais conforme a cor do clube em questão.

É verdade que se fizermos uma análise mais aprofundada sobre cada jornalista-comentador, concluímos que existe uma coincidência infeliz entre o jornalista mediano ser um comentador medíocre.
Todos sabemos que a ignorância aliada à maldade e aos interesses ocultos, é a fonte principal dos conflitos, violência, radicalismos e intolerância.

É minha convicção que a pacificação e a elevação do futebol português levará ao afastamento de todos os programas “desportivos” dos Srs. Otávio Lopes, Bernardo Ribeiro, Rui Santos, José Manuel Freitas, Pedro Candeias e Sousa Martins.
Há indivíduos que apenas vão tendo algum protagonismo enquanto impera a mediania e a vulgaridade.

O futebol português precisa da opinião de jornalistas-comentadores competentes, conhecedores, isentos e pedagógicos. Gente que contribua com ideias e opiniões fundamentadas para o crescimento do nosso futebol.

O futebol português dispensa os fabricantes de teorias da conspiração, arautos da maldade, promotores de ódios, mentiras e conflitos, etc.

Álvaro de Souza